Mobilização

Servidores e direção da Ebserh fazem nova rodada de negociação

Será o 13º encontro para debater o acordo coletivo de trabalho da categoria; nesta quinta, profissionais do HE-UFPel e do HU-Furg uniram-se a ato nacional

Divulgação -

Os próximos dias devem ser de avaliação e de assembleias dos servidores da Empresa Brasileira dos Serviços Hospitalares. Na tarde desta sexta-feira (21), representantes da categoria sentam com a direção da Ebserh para a 13ª rodada de negociação do acordo coletivo de trabalho. Nesta quinta (20), enquanto aguardavam - sem expectativa de avanços - pela nova proposta, os trabalhadores espalharam atos em diferentes municípios brasileiros, com adesão de profissionais do Hospital-Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel) e do Hospital da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg).

No HE, o manifesto, rápido, foi realizado nas primeiras horas da manhã. Com punhos ao alto e a mensagem Enquanto salvamos vidas, a Ebserh quer retirar nossos direitos, os servidores interromperam o trânsito por cerca de dez minutos. Foi mais uma das manifestações para demonstrar indignação pela decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que concedeu liminar a pedido da empresa e interrompeu a greve deflagrada no dia 13.

Em Rio Grande, os trabalhadores se concentraram em frente ao hospital-universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. para demarcar posição e também cobrar valorização. "A cada semana estaremos realizando um ato de mobilização. Lutamos por um SUS de qualidade para população e somos referência no atendimento, em plena pandemia", destaca o delegado regional do Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf-RS), Reginaldo Valadão. "Por isso continuaremos na luta por valorização, respeito e a não retirada dos nossos direitos".

Insalubridade segue no centro dos debates

A forma de cálculo da insalubridade é um dos principais pontos para o impasse. A Ebserh assegura que a mudança irá ocorrer devido à necessidade de adequação à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e o adicional passará a ser pago em cima do salário mínimo e não mais sobre o salário-base. Em nota, a empresa argumenta que a mudança - programada para o final da pandemia - não configuraria corte salarial.

Conforme a legislação brasileira, os adicionais funcionam como bônus percebidos pelos trabalhadores por situações específicas, não se incorporando ao salário e podendo ser recalculados ou mesmo extintos quando a situação que ensejou o pagamento do bônus é mitigada ou deixa de existir - diz um trecho do documento.

Já os servidores sustentam que a aplicação da nova regra para pagamento da insalubridade poderia reduzir a remuneração de alguns servidores em até 27%. "Negam direitos aos empregados enquanto se servem das benesses do Estado", afirma o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva. E cita a portaria publicada recentemente pelo Ministério da Economia, conhecida como "Teto Duplo", que permite ganhos superiores ao teto para presidente, ministros, incluindo aposentados e militares inativos nomeados em cargos no serviço público.

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

UCPel estuda implantação do projeto Farmácia Solidária como ação extensionista Anterior

UCPel estuda implantação do projeto Farmácia Solidária como ação extensionista

Pelotas inaugura República para jovens de 18 a 21 anos Próximo

Pelotas inaugura República para jovens de 18 a 21 anos

Deixe seu comentário